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segunda-feira, 17 de março de 2014

Nacional 2 - Benfica 4

O Benfica deslocou-se à Choupana e era esperado um jogo complicado uma vez que este 5º classificado da Liga apresenta sempre equipas bastante competitivas.
Depois de uma noite sem macula em Londres, Jesus voltou ao seu onze habitual e entrou com:



Ainda as equipas aqueciam os motores e já o Benfica via uma grande penalidade ser assinalada contra si.
O senhor do talho não teve qualquer tipo de duvida em assinalar uma grande penalidade.
A bola ressalta do joelho para o braço, não há intenção, mas é penálti.
Chamado a bater Candeias não desperdiçou.

O Benfica tentou reagir e reclamou a bola para si, no entanto atacava mais com o coração do que com a cabeça e só com o passar do tempo é que os jogadores se tranquilizaram e começaram a mostrar a sua qualidade. Esta situação não deixava de ser uma novidade. O Benfica estava em desvantagem.
Mas não seria por muito tempo.

Aos 24 minutos o Benfica chegou mesmo à igualdade.
Cruzamento de Markovic na direita para o coração da área, Rodrigo amortece de pé esquerdo numa assistência perfeita para Lima, que de pé esquerdo rematou com violência batendo Gottardi.
O Benfica continuava pressionante e os lances de perigo na área do Nacional iam-se repetindo com alguma frequência.

Mas aos 33 minutos não desperdiçou.
Rodrigo (numa movimentação típica que fez lembrar Simão Sabrosa), aparece solto na quina direita da grande área do Nacional.
Ajeitou a bola para o seu pé esquerdo e, com violência, rematou à baliza. A bola entrou no ângulo superior não dando quaisquer hipóteses a Gottardi.
Um grande golo.
Estava feita a reviravolta no marcador.

Aos 39 minutos Marçal, já com cartão amarelo, empurra Rodrigo contra os painéis de publicidade num acto que lhe daria certamente o segundo cartão amarelo e consequente expulsão.
No entanto, o sr do talho, decidiu, erradamente, apaziguar a situação com uma conversa.






É uma boa arbitragem!
No entanto nos dois lances de maior duvida o beneficio foi sempre para os da casa.
Pelo caminho ficou uma expulsão, o Nacional teria de jogar 45 minutos com 10 homens e a perder por 1-2.
O senhor do talho assim não o entendeu e o jogo lá continuou.
Ao cair do pano o Benfica alterou novamente o marcador.
Canto de Enzo Pérez com alguma força e vento à mistura levando a bola para o segundo poste.
Garay já lá estava e de ângulo apertado, cabeceia para o ângulo superior contrário.

Um belo golo e uma vantagem que dava uma certa tranquilidade para a segunda parte.


A segunda parte começou como tinha acabado a primeira:
Como o Benfica a ter mais ascendente.
O Benfica, a vencer por 1-3 apostava na posse de bola (e bem) controlando a vantagem de forma segura levando perigo à baliza do Nacional sempre que tinha possibilidade para o fazer.
No entanto e inexplicavelmente o Benfica como que deixou de jogar nos últimos 15 minutos.

Os da casa aproveitaram para reduzir a desvantagem no marcador. O Benfica foi apanhado em contra-pé, e os da casa lançaram um contra golpe fatal.
Após cruzamento rasteiro de Candeias para a área aparece Djaniny a finalizar de pé direito na cara de Oblak.
Estava feito o 2-3 e adivinhavam-se dificuldades para o Benfica nos últimos 10 minutos.

O senhor do talho ia encostando o Benfica quando podia oferecendo ao Nacional lances de bola parada que poderiam levar perigo.
No entanto aos 88 minutos o Benfica colocou um ponto final na partida.
Cruzamento de Sílvio e entrada fulgurante de Garay (de cabeça) sem quaisquer hipóteses de defesa para Gottardi. Era o bis do central argentino.
Estava feito o 2-4 resultado final.
Com este resultado o Benfica consegue não só manter as distancias para 2º e 3º classificado como obter o titulo de melhor defesa e melhor ataque da Liga Portuguesa.

Bom jogo do Benfica até aos 75 minutos altura em que os seus jogadores abdicaram da partida.
Minutos finais de algum frenesim por culpa própria uma vez que demos esperanças ao Nacional.
O Benfica faz tudo bem, mas não "mata" nem o jogo nem o adversário quando tem oportunidades para isso.

Segue-se a segunda mão no estádio da Luz contra o Tottenham.