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terça-feira, 8 de abril de 2014

Benfica 4 - Rio Ave 0 (26ª Jornada da Primeira Liga)

Durante os dia que antecederam o encontro tivemos oportunidade de assistir a uma tentativa falhada de mind games.
Se por um lado Jesus elogiava o bom campeonato da equipa de Mourin..., perdão, de Nuno Espírito Santo, por outro o treinador dos vila condenses dava as equipa iniciais das duas equipas, afirmando que não ia haver surpresas, mostrando a todo o Portugal as suas capacidades adivinhatórias e o quão perigoso isso podia ser.

 O Rio Ave é uma das equipas que melhor interpreta o contra-ataque no Campeonato Nacional, mas  essa particularidade acentua-se ainda mais nos jogos fora de casa onde apresenta um curriculum invejável:
Até ontem tinha saído vitorioso em 6 encontros, empatado 3 e tinha sofrido apenas 3 derrotas.
Obteve 21 pontos em estádios que não o seu.
Um saldo contabilístico impressionante: 11 golos marcados e 7 sofridos em 12 partidas!
A melhor defesa na condição de visitante da Primeira Liga.

No entanto, e no que respeita a números, este Benfica também tinha algo a dizer:
O Benfica não perde na Luz há um ano e meio!
No encontro de ontem, Jesus alinhou com os seguintes jogadores:


Perante os números acima apresentados, esperava-se uma tarefa difícil.
No entanto, nada mais longe da verdade.
Os jogadores do Benfica conseguiram graças ao seu esforço tornar esta partida num dos jogos mais fáceis na Luz, não só pelo que jogavam mas também por aquilo que não deixavam jogar.
Foram vinte tremendos minutos a Benfica.
O adversário não conseguia sair do seu meio campo. O Benfica jogava num ritmo alucinante e cedo se percebeu que o Rio Ave encaixaria o primeiro golo muito cedo.
A resistência terminou aos 17 minutos altura em que após mais uma jogada vistosa Enzo lança para Sílvio que no primeiro toque passa para Gaitán que assiste Rodrigo na área.
Este na cara de Ederson não desperdiçou.

Estava feito o primeiro golo da noite.



O Benfica não abrandou o ritmo e as jogadas bonitas desembocavam invariavelmente na baliza do Rio Ave.
Foi preciso chegar ao minuto 27 da partida para os visitantes conseguirem alvejar á baliza de Oblak.
No entanto o esloveno controlou o lance.
Mas dois minutos depois o Benfica ampliava a vantagem no marcador.
Já na área Rodrigo remata e vê a bola bater num defesa do Rio Ave, na passada, Gaitan aparece nas imediações da área e, com o pé esquerdo, aumenta a vantagem de trivela.




Posição confortável para o Benfica que jogava em sua casa e antes da meia hora já vencia por 2-0.
Esperava-se uma reacção por parte dos verdes de Vila do Conde no entanto o Benfica era tão inequivocamente superior que os visitantes nunca foram capazes de despir o colete de forcas, limitando-se a ver o Benfica jogar.
Aos 36 minutos o Rio Ave dava sinais de vida e rematou outra vez a baliza por intermédio de Ukra.
Mas tal como no primeiro remate, Oblak estava atento e controlou a saída do esférico pela linha de fundo.
O Benfica limitou-se a gerir o tempo e resultado até que Cosme Machado dava por terminada a primeira parte do encontro. Uma primeira parte intensa e com um domínio avassalador.

No segundo tempo o encontro jogou-se a um ritmo mais baixo com o Benfica a gerir o
"Triângulo magico": Tempo de jogo, esforço físico e marcador.
Jesus percebendo que o jogo estava controlando mexeu na equipa e o primeiro a entrar foi Cardozo.
O Benfica acalmava o ritmo de jogo mas nunca perdia de vista a baliza forasteira e numa dessas incursões, Maxi sofre falta dentro da área, prontamente assinalada pelo arbitro.
Chamado a bater, Cardozo não desperdiçou, ampliando a vantagem para 3-0.



Empolgado pelo publico o Benfica voltava a por o pé no acelerador e o perigo rondava constantemente a baliza do Rio Ave que com dificuldades ia evitando o quarto golo Benfiquista.

Aos 90 minutos outra grande penalidade para o Benfica.



Uma vez mais chamado à responsabilidade, Cardozo não desperdiçou e bisou no encontro.
Pouco tempo depois o jogo terminava com um resultado inquestionável.
O Benfica bateu o Rio Ave por 4-0 num jogo em que foi superior do minuto 1 ao minuto 93.

Cheira a titulo na Luz!
Cheira a 33!