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domingo, 14 de dezembro de 2014

Porto 0 - Benfica 2 (13ªJornada da Liga Nos)

Jogo grande da jornada!
Na sempre difícil deslocação ao Porto, Jesus alinhou com o seguinte onze:
J.César, Maxi Pereira, Luisão, Jardel, A.Almeida, Samaris, Salvio, Enzo, Gaitan, Lima e Talisca.

Este é um jogo que poderá ter sempre duas analises possíveis.
Uma primeira na óptica de um portista e do Lopetegui:
O Porto massacrou o Benfica, teve mais posse de bola, rematou mais, mas não teve sorte.
Por outro lado por ser visto pela óptica de um Benfiquista:
Uma equipa compacta, pragmática, matreira que marcou os tempo de jogo e saiu pela certa.

Existiu aqui um pouco das duas coisas.
O Benfica tinha a lição bem estudada!
Actuou como uma verdadeira equipa, com entre-ajudas constantes, com sacrifício e com uma mentalidade muito forte a defender. Isto é facilmente confundível com submissão ou entrega de jogo ao adversário!

O problema é que se tudo isto for consentido torna-se mais interessante e penso que foi ai que o Benfica ganhou o jogo.
A inexperiência do espanhol levou-o a pensar que Jesus estava a jogar para não perder e fez a sua equipa balancear-se no ataque de forma suicida!
Dai termos o resultado de 0-2 que só não é maior por manifesta infelicidade.
É verdade que o Porto também dispôs de oportunidades, mas a realidade é que as mais claras foram as do Benfica e o Benfica foi quem melhor soube aproveitar.

Salientar também que dá muito, mas mesmo muito jeito ter um guarda redes na baliza!
J.César sempre que foi chamado a intervir deu segurança e creio que é unânime em todo o universo Benfiquista que aquela defesa aos 32 minutos a remate do J. Martinez foi um sinal inequívoco de que ali está um guarda redes seguro, que não se deixa amedrontar e que tem muita experiência disto.

Mas voltemos ao inicio.
Os primeiros 15 minutos foram de domínio quase total dos azuis.
O Benfica demorava a acertar nas marcações, Maxi e André Almeida, foram batidos pela velocidade de Brahimi e Tello, e foi precisamente nessa altura que valeu Júlio César e também o desacerto dos corruptos quer no ultimo passe ou a finalizar.

Foi precisamente á passagem do 15 que o Benfica deu o primeiro alerta.
Remate de Gaitán, à entrada da área com a bola a passar ao lado do poste.
Fabiano estava atento e controlou o lance.

Com o desenrolar do tempo Enzo e Samaris começaram a ganhar um papel mas preponderante e toda a equipa do Benfica começou a apertar as marcações, conseguindo manter o Porto fora das áreas de perigo.
O jogo entrou então num período de menor fulgor.

No entanto foi a equipa da casa que aos 32 minutos criou enorme perigo para a baliza do Benfica. Cruzamento da esquerda de Alex Sandro, Oliver simula e deixa passar a bola que  chega a Jackson. Este rematou de pronto para a tal enorme defesa de Júlio César que manteve o 0-0.

Aos 33 foi a vez do Benfica responder por Talisca que tentou a sorte com um remate de meia distancia que Fabiano defendeu sem dificuldade.
Apenas 3 minutos mais tarde o Benfica voltou a assediar a baliza dos corruptos, mas desta vez Fabiano pouco pode fazer.
 Lançamento lateral longo de Maxi Pereira (ilegal na cabeça de Lopetegui), com a bola a passar por tudo e por todos até encontrar Lima no coração da pequena área onde só teve de empurrar para o fundo da baliza portista.



(roubado num dos meus blogues favoritos)




Um duro golpe para os da casa que tentaram responder mas sempre com pouco critério facilitando assim, e muito, a vida à defensiva do Benfica.
O único ponto de interesse até ao intervalo foi mesmo um lance em que o ex-super Dragão deixou passar uma mão de Maxi...



Pouco tempo depois as equipas foram para o descanso com 0-1 no marcador favorável ao Benfica.

No inicio da segunda parte as equipas subiram ao relvado sem alterações mas com as mesmas indicações. Porto com mais bola mas longe da baliza de J.César.
O Benfica com o marcador e relógio a seu favor limitava-se a tapar os caminhos para a sua baliza e a sair em venenosos contra-ataques.
A isto, meus amigos, chamamos DOMÍNIO CONSENTIDO!
Aos 56 minutos da partida Lima volta a fazer miséria e marca o seu segundo golo da noite. Remate de Talisca à entrada da àrea com Fabiano a realizar uma defesa incompleta. Lima atento estava lá para balançar as redes.


(roubado aqui)

O treinador espanhol meteu a carne toda no assador:
Quaresma e Quintero entraram para tentar desequilibrar o jogo.
Seria mesmo Quaresma da dar o primeiro sinal de perigo aos 64 minutos.
Jogada na direita, passa por três adversários, encara Júlio César, e cruza, mas contra um defesa. Estava dado o sinal.

No entanto, apenas dois minutos depois seria o Benfica a causar muito perigo.
Contra-ataque conduzido por Enzo Pérez que coloca em Lima na esquerda. Este cruza rasteiro para Sálvio, mas no ultimo momento apareceu Alex Sandro a cortar e por muito pouco não fez auto-golo...

Aos 76 minutos o Porto chega ao golo... invalidado e bem por mão.
Canto da direita, Jackson remata da cabeça à barra, na recarga o mesmo ajeita a bola com o braço, antes de rematar para o fundo da baliza. O ex-super dragão apitou de imediato.



Aos 80 outra vez bola na barra de Júlio César.
Cruzamento perfeito de Quaresma, com o avançado colombiano a rematar de cabeça, na pequena-área. No entanto a bola foi devolvida pela barra.

A sorte faz parte do jogo e aqui o Benfica teve-a.
O Benfica cerrou fileiras e nos últimos 10 minutos abdicou praticamente da partida limitando-se a fechar todos os espaços ao Porto.
O jogo terminou com uma vitória para o Benfica (algo que não acontecia para a Liga desde 2005) que aumenta assim a vantagem para 6 pontos.
Com esta partida o Benfica passou a somar 77 jogos consecutivos a marcar em todas as partidas disputadas na I Liga. Não fica em branco desde Abril de 2012.

Péssimo trabalho de Jorge Jesus.
Rua!





Resumo: