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terça-feira, 8 de maio de 2012

«TÍTULO DO FC PORTO É UM TRIBUTO AOS ÁRBITROS»




PARA QUEM NÃO LEU, AQUI FICA!!
«TÍTULO DO FC PORTO É UM TRIBUTO AOS ÁRBITROS»


- Quando faltam resultados é normal alguma desilusão e descontentamento, mas o que temos visto vai um pouco além disso, temos assistido, nas últimas semanas, nomeadamente no último sábado, a alguma contestação. Como comenta essa contestação?
- A crítica e a contestação são sempre legítimas, fazem parte de organizações que são democráticas, e desse ponto de vista temos de respeitar, perceber e, em alguns casos, aproveitar algumas dessas críticas. Neste clube, a unanimidade não se alcança, como em outros clubes, pela intimidação daqueles que discordam, ou que pensam diferentes, isso são práticas instituídas e assumidas noutras paragens.


- Quer concretizar a acusação?
- Creio que o Miguel Sousa Tavares ou próprio Rui Moreira estarão em melhores condições do que eu para fazer esse exercício, mas como estou aqui para falar do Benfica, vou tentar não me desviar. Hoje somos o clube que somos, exactamente por termos sabido construir a nossa história na diversidade de opiniões. É isso que nos diferencia de outros. Mas, atenção, também temos de saber diferenciar a crítica séria, da crítica oportunista. Aqueles que repetidamente aparecem apenas quando há uma conjugação de dois factores: ano eleitoral e resultados menos bons, esses senhores não são críticos, são oportunistas.



- Mas é normal que num ano eleitoral apareçam projectos alternativos?
- É normal e desejável, e todos beneficiam com isso, porque é evidente que há projectos e pessoas válidas fora da actual Direcção, mas o que já não é normal é que algumas pessoas já passaram pelo Benfica, que o afundaram, que, inclusive, foram responsáveis por abrir as portas a Vale e Azevedo, e com isso comprometeram anos da nossa história, pessoas que passaram por outros clubes e os deixaram à beira da falência e com ordenados em atraso, se apresentem agora como cinderelas imaculados, como se não tivessem passado. O problema é que o passado persegue-nos sempre, para o bem e para o mal.


- Está a referir-se a José Veiga, que criticou, duramente, Luís Filipe Vieira?
- Por acaso não era a ele que me estava a referir, mas José Veiga também tem um problema mal resolvido com o seu passado e o seu passado a nível de gestão também não é propriamente o mais recomendável, mas se ele acha que tem um projecto para o Benfica, vai ter tempo para o apresentar, o que não vale a pena é estar atirar pedras e a esconder a mão, porque esse tipo de comportamentos tem um nome...


- Está a dizer que a contestação a que temos assistido nos últimos jogos, nomeadamente no sábado, é manipulada?
- Tenho poucas dúvidas. Mas há uma coisa que vale a pena esclarecer, qualquer generalização é perigosa e os jornalistas muitas vezes caem nessa tentação. Não se pode tomar uma parte pelo todo, nem assumir que o comportamento de alguns representa todo o universo benfiquista, aliás viu-se claramente que não é assim, mas muitas vezes é a ideia que passa. As regras da democracia são claras, há quem critique a quem apoie, é tudo uma questão de escala. Temos manifestações de mais de 100 mil pessoas no Marquês de Pombal e depois vemos que as sondagens continuam a dar maioria aos partidos de governo. Sabe porquê? Porque a decisão pertence a mais de 8,5 milhões de eleitores e não a 100 mil pessoas. No Benfica é igual, o universo eleitoral é de mais de 200 mil sócios, independentemente de alguns serem mais ruidosos ou mais artistas com pinturas murais.


- Jorge Jesus é um dos principais alvos de contestação.
- A diferença entre as expectativas que havia e os resultados alcançados explica essa equação. Jorge jesus devolveu ao Benfica um futebol de qualidade como há muito já não víamos, trabalha bem os jogadores, tem uma marca, conseguiu fixar, nestes últimos anos, o Benfica na luta pelo acesso a meias-finais e finais das provas da UEFA, mas infelizmente não conseguimos o objectivo principal que era ganhar o título da Liga esta época. Nestas alturas temos sempre tendência para desvalorizar tudo aquilo que se conseguiu e maximizar o que não se conseguiu. É evidente que tudo seria diferente se tivéssemos ganho o campeonato, mas neste caso em concreto, não temos de mudar de treinador, temos é de mudar de árbitros.


- Jorge Jesus não parte fragilizado para a próxima época?
- O fundamental é que os níveis de ambição não tenham diminuído e tenho a certeza de que desse ponto de vista a ambição de Jorge Jesus é a mesma. Curiosamente acho que parte menos fragilizado que o treinador que ganhou o campeonato nacional, o que não deixa de ser um contra senso. Os treinadores dependem e sempre continuarão a depender de resultados e é evidente que Jorge Jesus será o primeiro a estar insatisfeito por não ter conquistado o campeonato, mas também é verdade que tem valor em tudo aquilo que foi feito nos três últimos anos e acho que as pessoas reconhecem isso.


- Mas também contou com o maior investimento de sempre nível do futebol?
- Isso é um elogio à gestão desta Direcção, porque se esse investimento foi possível é porque se trabalhou bem. Há uns anos isso não teria sido possível. Qual foi o investimento do Real Madrid o ano passado? E a quantos pontos ficou do Barcelona? Qual foi o investimento do Manchester City o ano passado? Podia dar muitos mais exemplos.


- Também alinha no discurso de que a arbitragem é responsável pela perda do título deste ano?
- Diria de outra forma. O título de campeão deste ano é um tributo da arbitragem ao FC Porto e o convite a Pedro Proença para apitar o jogo de sábado (FC Porto - Sporting) foi uma justíssima homenagem. A partir de um determinado momento foi evidente que o Benfica passou a ser prejudicado. É curioso que o ano passado o ataque verificou-se logo nas primeiras jornadas do Campeonato, este ano sucedeu o contrário, aconteceu tudo na parte final, mas tudo o resto foi exactamente igualmente descarado. Acho que a agressão ao Aimar na grande área da Académica ser transformada em falta atacante é um monumento ao descaramento.


- Vítor Pereira, o treinador do FC Porto, diz que esse tipo de justificações é assobiar para o lado.
- É uma afirmação tão válida como dizer que ele continuará a ser o treinador do FC Porto na próxima época. Assobiar para o lado é ignorar o que se passou nesta fase final do campeonato com algumas arbitragens.


- Acredita na intencionalidade desses erros?
- Há uma coisa em que não acredito: em coincidências. Um ano e meio depois de Olegário Benquerença ter feito o que fez em Guimarães, na época passada, volta a apitar um jogo do Benfica e fazer vista grossa de dois penalties que são verdadeiros casos de atropelamento e fuga na área do Rio Ave, não é coincidência. Dois anos depois do Pedro Proença ter transformado uma simulação descarado do Lisandro em penalty, no Dragão, ter, este ano, validado um golo em fora-de-jogo na Luz – mas atenção que não é um fora-de-jogo de centímetros, é de metros – outra vez num jogo contra o Porto. Tudo isto tem de começar a ser motivo para os responsáveis da arbitragem se interrogarem e começarem a fazer uma limpeza séria, isto se estiverem interessados em trazer verdade ao nosso futebol.


- Mas não há outro tipo de responsabilidade internas que tenham contribuído para isto?
- Seguramente que há, também houve erros que o treinador já reconheceu, mas por muito bom que um nadador seja, não consegue aguentar muito tempo a nadar contra a corrente e o que assistimos neste último terço do campeonato foi uma corrente demasiado forte.


- Os árbitros também têm direito ao erro, isso faz parte do futebol.
- O erro faz parte do futebol. Todos temos direito a errar, é a natureza humana, mas quando se erra prejudicando sempre os mesmos, isso já não são erros é manipulação. Portanto, repito o que já tinha dito há um mês, a classificação deste Campeonato está aldrabada e quando se concentram em pouco mais de cinco jogos tantos erros temos efectivamente de nos perguntar: como é possível?


- Está a sugerir uma acção concertada?
- Acho que como em tudo na vida há bons e maus profissionais, mas creio que o verdadeiro responsável por esta situação, não contando com o fraco carácter de algumas pessoas, é a Justiça portuguesa, porque efectivamente, há um par de anos, escancarou as portas à ideia de que valia tudo, de que algumas pessoas beneficiam de total impunidade e a verdade é que essas pessoas assustaram-se numa determinada altura, mas entretanto parece que tudo voltou a ser como era dantes. Faz sentido haver árbitros, a seguir a Guimarães, que nas reuniões técnicas, antes dos jogos, ameaçavam os responsáveis do Benfica?


- Ameaçavam como?
- Ameaçar talvez não seja a palavra certa. Intimidavam talvez seja a forma mais adequada de caracterizar a atitude de que, pelo menos, dois árbitros tiveram a seguir a Guimarães, nessas reuniões técnicas com os responsáveis do Benfica. Mas acho que essa deve ser uma preocupação, mais uma, que o senhor Vítor Pereira deve ter. É a ele que devem perguntar.


- Foi uma das pessoas envolvidas verbalmente nos incidentes da primeira volta no Estádio da Luz, no jogo com o Sporting. Já passou bastante tempo, como é que estão as relações com o Sporting?
- Apetecia-me dizer que estão em lume brando, mas elas efectivamente não existem e a culpa não é nossa. Não acredito que a maioria dos sportinguistas se revejam no que foi o comportamento de algumas pessoas responsáveis pelo clube na semana que antecedeu o jogo e no próprio dia do jogo. Não vi em San Mamés nenhum incómodo por parte dos adeptos que foram acompanhar a equipa com a rede atrás da qual assistiram ao jogo. Mas já agora, o mais estranho é que já passaram seis meses e o Conselho de Disciplina continua mudo.


- Mas houve uma decisão do Conselho de Disciplina.
- Apenas em relacção às responsabilidades do Benfica e onde fomos ilibados, mas em relação aos prejuízos e as respectivas sanções para os responsáveis por tudo o que sucedeu, nada, zero e já lá vão, como lhe disse, seis meses. Isto não é normal e coloca em causa a estabilidade da competição e a confiança dos agentes desportivos num órgão que devia julgar com celeridade. Essa é, aliás, uma das principais razões para a existência de órgãos de jurisdição desportiva.


- O Benfica espera uma sanção pesada para o Sporting?
- O Benfica esperava que o Conselho de Disciplina agisse, mas pelos vistos pedir muito. Vou dar-lhe um exemplo: na Grécia, e já não falo de Espanha ou Inglaterra ou Itália, houve incidentes semelhantes num Panatinaikos-Olympiakos, em Março. Em menos de uma semana os órgãos jurisdicionais da federação grega decidiram. O Panatinaikos perdeu pontos, foi obrigado a pagar uma pesada multa e a jogar alguns jogos à porta fechada. Tudo isto na Grécia, aqui parece que a única preocupação real do Conselho de Disciplina foi punir o Aimar com dois jogos. E é assim que querem erradicar a violência no futebol?


João Gabriel, in A Bola

quinta-feira, 3 de maio de 2012

Real MOUdrid

Mais um titulo para o melhor treinador do mundo....


Ventos fortes e trovoadas

Em relaçao à entrevista de hoje do treinador Jprge Jesus destaco uma frase brilhante:



«A partir de determinado momento houve um vento contra que soprou muito forte»

É uma pena que o homem tenha de vir fazer a sua defesa SOZINHO para os jornais...
Onde anda o Rui Costa?
Luis F.Vieira
na TVL-Odivelas?
Fomos roubados, lancaram-se boatos (ou verdades, só o tempo o dirá) e este senhor aparece agora na TVL-Odivelas?
É uma lastima! isto só da força aos anti e aos pintores de paredes...
Ainda assim...


EU NÃO TENHO MEMORIA CURTA!
EU SOU PELA CONTINUIDADE!

Não quero ver o Benfica a cair no mesmo erro e começar a ter 1 treinador diferente a cada 5 meses.
Alternativas a Jesus que se falam por ai:
Paulo Bento, André Villas Boas (Portista assumido), Rui Faria, jardim.
Já so falta dizer: Manuel José, Jaime Pacheco, Quique Flores, Camacho, Manuel Cajuda etc etc


Neste momento J.Jesus é o melhor para o Benfica pelo que faz jogar, pelos sul americanos de tostões que transforma em milhões e pela confiança que os adeptos tem na sua equipa.

É PRECISO É CABEÇA!

quarta-feira, 2 de maio de 2012

Bicampeões europeus


 O momento mais alto da história do Benfica aconteceu há 50 anos, no antigo Estádio Olímpico de Amesterdão (Holanda), quando a equipa comandada por Béla Guttmann venceu o Real Madrid, por 5-3, na final da Taça dos Clubes Campeões Europeus, e conquistou o troféu mais apetecido do Velho Continente pela segunda vez consecutiva. 
















Assinalam-se esta quarta-feira os 50 anos da consagração do Benfica como bicampeão europeu, com uma equipa composta pelos sete heróis que compartilharam, através de A BOLA, as suas memórias - Eusébio, Ângelo, Mário João, Simões, José Augusto, Cruz e Coluna - mas também pelos inesquecíveis Costa Pereira, o guarda-redes, Cavém, Germano e o capitão, José Águas, quarteto de eternos heróis que já partiram fisicamente mas cuja memória a erosão do tempo jamais apaga, antes perdura. 

«O prémio pela conquista da Taça dos Campeões Europeus, no conjunto da equipa, era menor do que aquilo que cada um dos jogadores do Real Madrid iria receber», recordou-nos Simões. «Ganhámos 40 contos [200 euros], uma fortuna na altura», acrescentou José Augusto. «Foram cinco contos por passar a primeira eliminatória, dez contos por passar a segunda, e assim por diante», afirmou-nos Fernando Cruz. Só a reviravolta histórica diante do Nuremberga (6-0 na Luz, após 1-3 na Alemanha) valeu oito contos [40 euros]», ajuntou Simões. 

Puskas colocou o Real Madrid a vencer por 2-0, com golos aos 17 e 23 minutos. Mas a reação encarnada foi imediata. José Águas fez o 1-2 aos 25 minutos e Cavem empatou nove minutos depois. Puskas, aos 38 minutos, voltou a colocar o Real Madrid em vantagem. O Benfica deu a volta ao marcador, com golos de Coluna (51) e Eusébio, aos 65 e 68 minutos.

No final da partida, Eusébio ficou com a camisola de Di Stéfano e não mais a largou. 

Ficha de jogo BENFICA - Costa Pereira, Mário João, Ângelo, Germano, Domiciano Cavém, Mário Coluna, António Simões, Fernando Cruz, José Augusto, José Águas e Eusébio. Treinador: Bella Guttmann. 

 REAL MADRID - Jose Araquistain, Casado, José Santamaria, Vicente Miera, Pachin, Paco Gento, Luis Del Sol, Felo, Alfredo Di Stéfano, Tejada e Ferenc Puskás. Treinador: Miguel Muñoz. Golos: 0-1, por Ferenc Puskás (17); 0-2, por Ferenc Puskás (23); 1-2, por José Águas (25); 2-2, por Domiciano Cavém (34); 2-3, por Ferenc Puskás (38); 3-3, por Mário Coluna (51); 4-3, por Eusébio (65, gp); 5-3, por Eusébio (68). 



Noticia retirada do jornal a Bola

terça-feira, 1 de maio de 2012

Rio ave Vs Benfica


Para a 28ª jornada não tenho de escrever muito! Pensava em escrever qualquer coisa do jogo do Porko corrupto e do jogo do Benfica.
Mas encontrei um vídeo num outro blog (Master Groove) que resume quase tudo o que penso!!
Fiquei um pouco surpreendido pois segundo julgo saber este senhor é sportinguista... seja do Sporting ou do Benfica disse umas verdades que merecem ser ouvidas.
















































segunda-feira, 30 de abril de 2012

parabéns ao FC Porto...


Afirmações curiosas do presidente do Maritimo aos orgãos de comunicação social:


"Desejo, aliás, dar os parabéns ao FC Porto pelo título nacional, independentemente da forma como foi campeão, com o mérito ou demérito de quem teve e quem não teve"

sábado, 28 de abril de 2012

Foram ajudados?!

Assisti ao jogo Maritimo - Porto e pensei:
"Isto está a ser uma vergonha!"
Depois pensei melhor:
"se calhar estou a ser demasiado faccioso!"
Horas mais tarde abro os jornais e deparo-me com isto:
Briguel, capitão do Marítimo, alinhou pela mesma bitola do treinador Pedro Martins na hora de escalpelizar o desaire dos insulares frente ao FC Porto, em encontro da 28.ª jornada da Liga Zon Sagres. O defesa apontou baterias ao árbitro Paulo Baptista e não foi parco em palavras.

“O FC Porto entrou bem e teve muita força, conseguiu algum domínio. Mas são situações que não conseguimos controlar. Somos alheios a estas coisas, devido à dualidade de critérios. Não há dúvidas a marcar contra nós, mas quando é na outra área tudo muda”, iniciou.

Questionado sobre as dificuldades que encontrou para travar Hulk e Varela, Briguel deu a volta ao texto e falou de arbitragem: “Hulk e Varela são excelentes jogadores, por isso é que recebem milhares e estão em grandes clubes. Mas por receberem milhares não precisam de ser ajudados e beneficiados como foram hoje.”